Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007

Plenitude

"Devia levantar-me, ir ao quarto dele buscar uma t-shirt e retirar-me para os meus aposentos, como se dizia nos romances antigos, mas estou paralisada de felicidade. É possivel fazer uma vaca subir umas escadas, mas é impossivel faze-la descer. E neste momento eu sou uma vaca no cimo de um patamar de um edificio de noventa andares. Sinto-me embalada numa especie de navegaçao espiritual. No dicionario a palavra mais parecida com isto deve ser plenitude."

 

Margarida Rebelo Pinto

publicado por Afonsinetes às 20:56
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Sexta-feira, 2 de Novembro de 2007

Purgatório de passagem

 

 

   Acordei num dia chuvoso. Cá vou eu mergulhar nas profundezas de um dia superficial…porque mesmo estes dias têm fundo, que é vácuo, que é frustrante.

   Até a má disposição pela rotina…se tornou rotina! FRUSTRAÇÃO não fica só pela cansativa manhã, prolonga-se, gradualmente, e vai atingindo os seus objectivos leve…levemente. Consegue o seu auge á tardinha, quando a mente já não consegue controlar os anticorpos que, coitados, travam arduamente batalhas de melhoramento psicológico. Estes, por sua vez, conquistaram um aliado – o amor, aquele que se infiltra em todas as células e micro células do organismo, que lhes dá um certo som, ritmo, pureza e harmonia. Começa na clave de sol e vai percorrendo todas as notas musicais existentes no universo, vai aquecendo todas as estações e apeadeiros deste meu revestimento, proporciona uma alegria matinal á alma, que forçosamente combate com a pesada e monstruosa tristeza instaurada por uma noite mal passada e um dia mal acordado.

   “Amo-te!”-Transpiro esta palavra tantas vezes ao dia, e não é sempre, porque nem sempre sei que te amo, pois saber isso, é a conclusão de algo, é a palavra final de uma longa reflexão…primeiramente começo por pegar na de ontem, eu amei-te, de seguida parto para a de hoje, vou trabalhando arduamente para chegar ao clímax do sentimento final, e quando sintetizo todas as razões pelas quais sinto tudo isto, ouço ele dizer-me “amo-te” e só a partir desse momento é que todos os momentos serão transpirados daquela forma.

   Estou num corredor, um corredor frio, gelado como a neve, estreito, com quilómetros e quilómetros de distância, é impossível ver o fim, e já mal se vê o início, não há maneira de voltar para trás, porque o tempo também não volta, e porque eu também não quero voltar! Mas, tanto eu como ele, sabemos o fim, ou pelo menos, achamos que sabemos e já achar não é mau, porque há algo no fundo de nós, que é comum, e o desejo é o caminho para as acções. O desejo já não é excessivo, mas sim obsessivo, já não se cria, desenvolve-se, já não se inspira, expira-se, já não se engole, partilha-se…já não é pequeno. E tudo isto confinado a um pequeno e comprido corredor… a um purgatório de passagem.

   Espero que não dure mais do que aquilo que previmos, nem que o corredor se alongue, nem que a estrada seja cortada…

  “Amo-te!” (transpirando, só mais uma vez, aquilo que me passou fugaz na mente.)

publicado por Afonsinetes às 16:11
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