Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007

A minha estrela

A minha estrela

 

         Eu tenho uma estrela, pequena, mas brilhante; pequena, mas está a crescer e vai ser muito, muito grande. Tão grande que um dia o Sol não vai ser nada perto do seu esplendor e beleza, inteligência e imaginação, e todas as suas características que lhe dão um toque especial.

         A minha estrela tem ar de menina encantada quando descobre as coisas lindas do Mundo, tem ar de menina a chorar quando descobre que as cores que nos parecem ser vivas, também perdem a cor. Possui um brilho de excitação, curioso nos olhos como os pequeninos que saem do baloiço a correr para ver a formiga caminhar pela parede.

         A minha estrela é clara e luminosa, como um malmequer branco, em que cada pétala brilha junto com o reflexo das pequenas gotinhas de água que enfeitam toda ela, quando a luz sofre metamorfose.

É uma flor frágil, inteligentíssima e que, ao mesmo tempo, nada sabe, é inocente e sincera, tem um sorriso de bebé embalado no berço e voz de música de conto de fadas. Tem um encanto enorme e, talvez, seja por isso que vive dentro de uma estufa bem protegida onde só sai de lá para respirar ar puro de longe a longe, mas quando fica contente por receber a bênção da natureza, tem que voltar para a estufa. Pobre flor sem liberdade por ter tanto valor e olfacto para a novidade.

A minha estrela é uma pessoa, uma pessoa não… É uma musa! É a melhor do Mundo e sei que com ela posso sempre contar. Está longe e ao mesmo tempo tão perto, como se fosse o vento que me bate na cara a cada momento.

Todos os dias contemplo-a à distância e, quando as saudades apertam, meto-a no bolso e vou passear com ela, segredando-lhe aqui e acolá as notícias que se ouvem por aí e que a privam de ouvir. Por vezes, também sonho com ela, desejosa por lhe contar a vontade que tenho de nos metermos num avião e irmos até Paris as duas, reencontrar lá mais uma e terminar esta história com um abraço a três.

Eu tenho uma estrela que brilha no céu todas as noites e que vem poisar na beira da minha janela, desejando-me os melhores sonhos e dizer que me ama.

A minha estrela é ela, a minha melhor amiga, a melhor pessoa do Mundo.

 

 

Amo-te Afonsa. És a minha estrela.

                                                              Diana Machado

publicado por Afonsinetes às 19:57
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Sexta-feira, 5 de Outubro de 2007

"Qualquer coisa, porque às vezes qualquer coisa serve"

 

 

 

Estou na terceira semana de aulas e já não aguento mais nenhuma aula de história. Comecei bem de facto, melhor não poderia ter começado!

Fico nostálgica quando olho para todos os cantos da sala de aula e não vejo quem eu queria encontrar...alegria e ânimo inesquecíveis.

Não há empatia, não há ligação, acabou a palhaçada, bem-vinda seja a seriedade!  

O vazio persegue-me. A solidão persegue-me.

Saio da sala para o exterior, daqui a dez quinze minutos volto outra vez ao ciclo...Dez ou quinze minutos para assassinar toda a revolta e saudade dos velhos tempos.

Antes de chegar a casa, vou preparando o meu sorriso superficial para poder ter alguma paz, no sítio onde durmo. Um sorriso que não sabe a nada, apenas uma estratégia, uma rotina...

"-Como foi o teu dia querida?" "-Bom..." Na realidade, não passou de outro dia pútrido agoniado de saudade, fúria e desprezo.

Descarrego a mochila, fisicamente estou mais leve, sento-me, ligo o meu computador, procuro-o...ali sei que posso encontrar a minha dose de morfina diária, o meu medicamento, a minha metade, o que me completa, o que eu mais quero de momento.

Talvez ele não tenha essa noção, mas não há um segundo em que não pense nele...finalmente sinto-me livre de o dizer. Já não receio o que ele possa pensar...Não há nada como a liberdade de expressão...ou simplesmente, como a liberdade!

Luto diariamente contra os meus desejos, vou aprendendo com muita dificuldade a engoli-los...

Quero fugir...

publicado por Afonsinetes às 23:12
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